segunda-feira, 16 de maio de 2011

Até o meu próprio íntimo em quem eu tanto confiava, e que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar. (Salmos 41.9)

É incrível notar como o ser humano, para se defender de um erro, é capaz de envolver terceiros, sem se importar com o que possa lhes acontecer. Realmente, quantas intrigas, inimizades, acusações prejudiciais tem acontecido injustamente por causa de envolvimentos dessa natureza.

Por vários anos, uma empregada vinha sendo considerada eficiente, honesta e dígna de confiança. Certa tarde, o patrão comunicou que iria receber a visita de um amigo para o jantar e pediu a ela que preparasse dois galetos, arroz e uma boa salada. A moça preparou os frangos muito bem, fez a salada e o arroz. Quando os galetos começaram a dourar, ela avisou que tudo estava pronto e indagou se já podia servir a mesa.

- Ainda não. O meu amigo não chegou; é melhor tirar os frangos por um instante e mais tarde voltamos com eles, para terminar de assar.

Uma hora mais tarde, a moça voltou a falar com o patrão se já estava na hora de servir o jantar. Sendo um pouco tarde, ele respondeu que ela fosse providenciando tudo.

Voltando aos galetos, a moça achou que deveria experimentar um pedaço, bem ao jeito do patrão. Tomou um aperitivo e comeu todas as asas. Não aparecendo ninguém, ela tomou outro aperitivo e comeu outros pedaços, até que nessa intercalação acabou por comer os dois galetos inteiros. O patrão finalmente mandou servir a mesa, enquanto ele afiaria uma faca para cortar o assado.

A empregada entrou em pânico e sem ter muito o que fazer, começou a buscar uma justificativa salvadora para não perder seu emprego. E antes que o patrão terminasse de afiar a faca, ela teve uma brilhante ideia, ao olhar para o portão de entrada da casa e avistar o convidado do patrão chegando.

- Olha, acho bom o senhor nem entrar porque o patrão lhe armou uma cilada. Veja só como ele esta afiando uma faca para lhe tirar a vida!

Vendo-o, realmente, afiando a faca lá no interior da casa, o amigo não conseguia acreditar na informação, porém, as evidências comprovavam aquilo que a moça dizia. O homem então temendo por sua vida saiu em disparada. Nisso, a empregada voltou e foi até onde se encontrava o patrão e, com ares de susto, lhe disse friamente:

- Patrão, o seu convidado é de fato seu amigo? Faço esta pergunta porque nem consigo crer no que acabo de ver... Seu amigo fez uma coisa imperdoável. Imagine o senhor, que ele chegou e eu o fiz entrar, mas enquanto me voltei para concluir minha tarefa, ele saiu correndo porta afora, carregando a travessa com os dois galetos.

- Como é possível isso? Você tem certeza que ele fez mesmo isso? Não há qualquer possibilidade de engano? Ele é meu amigo desde a infância, e eu sempre depositei nele toda a confiança. Muitas outras vezes ele já tomou refeições aqui em casa e nunca fez nada que desabonasse a sua conduta.
- Pois é, patrão, mas há sempre uma primeira vez. Se o senhor esta duvidando, é só conferir... Cadê os dois galetos?

Moral da História: A confiança pode exaurir-se caso seja muito exigida. Determinação coragem e auto confiança são fatores decisivos na vida.

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